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Relatório do Inpe vira ‘arma’ contra extração de areia 26/05/2010

Reportagem de FLÁVIA MARREIRA – São José Dos Campos – Jornal O Vale

 Um relatório apresentado ontem pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pelo Ministério Público – que identificou 287 cavas de areia no Vale do Paraíba, mas nenhuma com recuperação ambiental – será utilizado pelos ambientalistas como arma contra a autorização da mineração em São José dos Campos.

 Às 14h de hoje, eles se reunirão com a Comissão de Planejamento da Câmara, liderada pelo vereador Cristiano Pinto Ferreira (PSDB), para mostrar os impactos ambientais gerados pelas cavas de areia. Ontem, membros do Comam (Conselho Municipal do Meio Ambiente) tiveram conhecimento do relatório em uma reunião no instituto. “Vamos compilar esses dados e apresentá-los à comissão dos vereadores. Vamos também protocolar pedido para fazer uma reunião com todos os vereadores sobre o assunto”, disse Lincoln Delgado, membro do Comam e do grupo Consciência Ecológica. Ele afirmou também que a mesma apresentação de ontem será feita aos parlamentares, no dia 1º de junho, pelo Inpe e pelo Ministério Público.

Discussão

 A proposta de retomada de extração de areia em São José – proibida desde 1994 – foi enviada à Câmara pelo setor da construção civil e pelo Sindareia (Sindicato das Indústrias de Extração de Areia no Estado de São Paulo). Eles afirmam que São José é a maior consumidora de areia no Vale e que a construção civil precisa ser abastecida. Desde então, ambientalistas  montaram uma frente contra o empreendimento, por causar degradação ambiental.

Dados

 De acordo com o relatório do Inpe, com dados de 2009, existem 287 cavas de areia na região. Delas, 85 estão em atividade e 42 funcionam parcial ou integralmente fora da zona de mineração. Além disso, nenhuma das 287 cavas tiveram recuperação ambiental, segundo o MP.

 “Se eles não cumpriram a legislação, não recuperaram em todo o Vale do Paraíba, como vai autorizar em São José?”, questionou o suplente do Comam e membro do Fórum Permanente em Defesa da Vida, Vicente Cioffi.

 Os ambientalistas afirmaram ainda que vão protocolar o problema no MP para que as autoridades cobrem a recuperação ambiental da mineração nas outras cidades da região.

Fonte: http://migre.me/IktX