Sustentavel Mente

Porque nossas escolhas podem mudar o mundo!

I have a dream… 01/07/2010

 Ontem, no seminário que rolou no SESC, um questionamento se repetiu entre os palestrantes ao longo do dia: Onde está nossa capacidade de sonhar? O que aconteceu com aquela certeza (utópica) que tínhamos quando crianças de que iríamos mudar o mundo?

 Ela se perdeu na “normalidade” da vida; na aceitação de que somos todos insignificantes; impotentes; de que se tentarmos, falharemos e seremos alvos de “chacota”; na nossa indiferença política…

 Olhando de perto, com cuidado e atenção, talvez o sonho ainda esteja  dentro do peito. Percebe-se, então, que o que perdemos não foi a capacidade de sonhar, foi a capacidade de acreditar na força de sua realização.

 Assim como Martin Luther King, também tenho um sonho e através deste blog, tenho a oportunidade diária de realizá-lo ao propor reflexões sobre o impacto que as pequenas mudanças de atitude tem sobre nosso futuro. Nosso futuro enquanto humanidade. Escolhi o blog como ferramenta para fazer parte desta corrente em prol da sustentabilidade da vida neste “pequeno” e maravilhoso planeta chamado Terra, pois a cada palavra escrita e a cada palavra lida forma-se um elo.

 Não entre o interlocutor e eu, mas entre a transformadora possibilidade de um mundo melhor e aquele que tem o potencial de tornar real essa possibilidade. Já que muitos sonham com pessoas melhores vivendo em um mundo melhor, mas, por terem perdido a habilidade de acreditar, sentem-se solitários e desmotivados.

 Tem quem admire minha paciência de escrever sem saber se alguém irá ler; há aqueles que não compreendem o propósito da minha dedicação e insistência (ingênua ou prepotente?!) de acreditar que alguém vá mudar um hábito de consumo porque leu aqui.

 A resposta para essas dúvidas é a mais simples possível: faço porque acredito que somos nós os únicos responsáveis pela nossa realidade e por isso mesmo, somente nós somos capazes de mudá-la.

 Os que lêem o blog também se tornam elos da corrente e ao perceberem que não se encontram mais sozinhos, sentem-se inerentes a ela. Mesmo que a mudança seja pouco perceptível, um dia ela acontece. Pode ser na recusa por sacola plástica ou no envio de uma embalagem para a reciclagem ou na assinatura de petição contra as mudanças no Código Florestal Brasileiro ou através do exercício da cidadania…

 O texto de hoje foi inspirado nas apresentações do seminário “Homem, cidades e a sustentabilidade possível”. Parabéns ao SESC pela organização e uma salva de palmas aos palestrantes. Obrigada pelas palavras:

Paula Santoro – Instituto Pólis – http://www.polis.org.br/

Pedro Jacobi – USP – http://www.teia.fe.usp.br/

Ana Paula Navarro – Apecatu e Palas Athena – http://www.apecatu.com.br e http://www.palasathena.org

Mara Novello Gerbelli e Nilton Almeida Silva – Instituto Pandavas – http://www.institutopandavas.org.br/

Acesse o link para saber mais sobre a proposta do seminário, caso não tenha lido o post de ontem: http://migre.me/TtzO

Rumo ao Hexa!